Conheci hoje(pra não dizer agora) o blog Futebol & Arte do André Rocha, que é visivelmente um ótimo escritor, analista e meio fanático por um bom futibas. O blog em questão é recheado de analises de jogos e bons textos.
Mal conheci a página do cara e já tou coroubando um texto dele, ehehe, espero que entenda e fica a trackback aqui. Edigo desde já, é totalmente recomendado!
Segue o texto do André.

Confesso que fui um dos que não acreditaram na recuperação de Ronaldo em 2000. E, talvez, por isso, minha emoção com a sua virada, dois anos depois, numa epopéia que poderia virar filme, tenha sido ainda maior.
Conheci Ronaldo, de vista, ainda menino, em Bento Ribeiro, bairro onde moro. Era franzino, com corpo e cara de criança. Poucos anos depois, o encontrei num shopping da zona norte, já campeão do mundo em 94, atuando no PSV, e fiquei surpreso com as mudanças no seu corpo. Ele ainda não tinha 20 anos e já tinha porte de adulto. Parecia maior e estava muito mais forte.
No campo, ele se mostrava cada vez mais veloz e surpreendente, com uma rapidez de movimentos impressionante, que assustava até quem estava assistindo à partida. Imagine os zagueiros!
Quando vieram as contusões, dava para ver que o joelho direito não aguentou a carga forte de exercícios ainda na juventude, o peso de um corpo que ganhou uma massa muscular invejável, mas precoce, e a intensidade de deslocamentos alucinantes. As perspectivas não eram as melhores, mas a força do homem, aliada à cirurgia e o trabalho primoroso do fisioterapeuta Filé praticamente reconstruíram o atleta.
Ronaldo voltou sem o mesmo arranque e explosão. Mas como é um dos melhores de todos os tempos, conseguiu ser decisivo no Japão e na Coréia e continuou jogando num bom nível quando conseguia uma sequência de partidas. As seguidas contusões o prejudicaram, mas era sempre um alívio saber que os joelhos estavam intactos.
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